Quando um casal chega ao consultório dizendo que “as coisas já foram diferentes”, sei que estamos diante de um impasse comum, mas delicado: o luto pela fase inicial da relação. Aquela fase intensa, apaixonada, marcada por descobertas, idealizações e por um desejo quase mágico de eternidade.
O problema não está em lembrar com carinho o início do relacionamento. A questão é quando essas lembranças se tornam uma âncora — que impede o casal de reconhecer o valor do que estão vivendo agora.
Após anos de experiência clínica acompanhando casais em diferentes ciclos da vida, posso afirmar com tranquilidade: é preciso aceitar que o relacionamento de hoje não será — e nem deve ser — igual ao do começo.
E essa aceitação, longe de significar acomodação ou fracasso, é o primeiro passo para reconstruir uma nova forma de admiração mútua, mais sólida, mais real e principalmente menos idealizada.
Se você sente que seu relacionamento “já não é mais como antes”, talvez essa seja uma boa notícia. Pode ser o momento de começar a construir algo novo, a partir de quem vocês são hoje.
E se for difícil fazer isso sozinhos, a terapia de casal pode ser o espaço seguro para elaborar essa transição.
Maria Eduarda da Silva Tedardi
Psicóloga - CRP 08/38953
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